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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Impacto da toxicodependência na parentalidade





Impacto da toxicodependência na parentalidade e
saúde mental dos filhos - Uma revisão bibliográfica
Teresa Muchata, Carla Martins
Artigo recebido em 13/01/10; versão final aceite em 01/03/10.

 

 

 

A intervenção para a promoção de

uma parentalidade saudável, enquanto

prevenção ao nível da saúde mental dos

filhos de toxicodependentes

 

Esta revisão bibliográfica centra-se nos efeitos da toxicodependência
ao nível da parentalidade e da saúde mental das crianças e
adolescentes, filhos de progenitores toxicodependentes. 

Os factore de risco e os factores protectores apontados pela literatura como estando associados a esta problemática serão também abordados.
Terminamos com uma apresentação do tipo de intervenção que tem sido levada a cabo para a promoção de uma parentalidade adequada e da saúde mental das crianças e adolescentes.

Considerando que a intervenção neste âmbito se situa a
um nível preventivo, destinada a minimizar riscos e danos
nos filhos, faz sentido esclarecer de que prevenção se trata, sem no entanto o fazer em profundidade, pois não é esse um dos objectivos deste trabalho. Tendo em conta os tipos de prevenção de Meili (2004), referenciado em EMCDDA Thematic Papers (2009), estamos perante uma Prevenção Indicada. Trata-se de uma abordagem preventiva voltada para aqueles com alto risco de desenvolvimento de problemas posteriores, também podendo ser relacionados com abuso ou dependência
de drogas. As acções podem ser dirigidas à interacção pai/criança ou à criança (ou adolescente)
com manifestações problemáticas.


No que diz respeito à intervenção, propriamente dita, a evidência empírica vai em dois sentidos. 
Por um lado, no sentido do apoio aos pais toxicodependentes para o desenvolvimento de uma parentalidade saudável,apoio na relação pai/mãe-filho e, por outro, apoio directo aos filhos.
Considerando que a intervenção para uma parentalidade saudável terá como consequência fazer diminuira existência de problemas nos filhos de toxicodependentes, os resultados de alguns estudos vão no sentido de que os programas de tratamento dospais devem ser centrados em mostrar como os comportamentos
parentais, tais como o uso de drogas e a
pobre relação pai-criança, contribuem para problemas
de comportamento, incluindo o abuso de drogas ilícitas
(Burkhart, 2000; Castro, Brook, Brook & Rubenstone,2006). 


Daí que esses programas deveriam mostrar que o uso de drogas compromete a responsabilidade de ser
pai e deveriam centrar-se no desenvolvimento da parentalidade adequada, como algo importante no papel do homem, promovendo uma relação próxima pai-filho
(Brook, Brook, Richter, Whiteman, Mireles, & Masci, 2002; McMahon & Rounsaville, 2002; McMahon, Winkel, Suchman, & Rounsaville, 2007; McMahon, Winkel & Rounsaville, 2008).




Contactos :
Teresa Muc hata
Psicóloga Clínica
IDT – DRN – CRI de Braga / ET de Braga
Rua Conselheiro Januário, 152
4700 Braga
253008690
E-mail: teresa.muchata@idt.min-saude.pt
Car la Martins
Professora Associada
Escola de Psicologia
Universidade do Minho
Campus de Gualtar
4710-057 Braga
E-mail: cmartins@iep.uminho.pt 


 IN
REVISTA TOXICODEPENDÊNCIAS | EDIÇÃO IDT | VOLUME 16 | NÚMERO 1 | 2010 | pp. 47-56

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Metadona tratamento da dor cronica


The Methadone Boom




A ascensão da metadona é, em parte por causa de uma grande mudança de atitudes médicas na década de 1990.O tratamento da dor.

Empresas de Seguros de saúde nos EUA  abraçam a  metadona como uma alternativa ao analgésico.


De 1998 a 2006, o número de prescrições de metadona aumentou 700 por cento.

 Alguns médicos deixam de alertar os pacientes sobre os perigos potenciais de metadona  quando misturada com álcool ou sedativos.

Muitos  pacientes não seguem as ordens do médico e ignoram as consultas, principalmente as iniciais.

"Esses problemas não foram logo reconhecidos", disse Bob Rappaport, diretor de divisão na Food and Drug Administration. Ele acrescentou:  

"A metadona é uma droga extremamente difícil de usar, mesmo para especialistas. As pessoas estavam a usa-la, alegremente há vários anos. "




A metadona, é utilizada  principalmente em centros de tratamento na toxicodependência para substituir a heroína, no entanto esta também está a ser utilizada em tratamentos diversos:

Receitada por médicos de família, osteopatas e profissionais de enfermagem para dores nas costas latejantes, lesões articulares e uma série de outras dores severas.

A forma sintética de ópio,  barata e de longa duração, um analgésico poderoso que ajudou milhões.

 Mas porque também é abusada por caçadores de emoções e mal prescrita por médicos não familiarizados com seus riscos.

 Por falta de conhecimento , a  metadona é agora a causa das mortes que mais cresce com estupefacientes.

Está implicada  duas vezes mais com  mortes do que a heroína, e está rivalizando ou superandos analgésicos como OxyContin e Vicodin.


"veja o artigo neste blogue Metadona negócio de milhões")


Metadona para alívio da dor

A maioria das pessoas que ouvem a palavra "metadona" associam com o tratamento da dependência.

 Este medicamento opiáceo também proporciona alívio efetivo da dor para as pessoas que sofrem de dor crônica severa. 

A metadona também está a ser usada com freqüência crescente como um analgésico acessível, de longa duração, e potente para pessoas que não estão receber os níveis exigidos de alívio da dor de outras medicações.

Se eu uso da metadona para a dor, eu vou ficar viciado?

Muitas vezes as pessoas sentem-se apreensivos sobre o uso da metadona no tratamento da dor crônica, porque associam a medicação com o abuso de drogas e preocupam-se com seus próprios riscos de dependência.

A metadona pode ser usada de forma abusiva, e quando tomado em doses maior que indicadas, pode  produzir a chamada "pedrada". 

Pessoas que abusam de metadona podem criar  alto risco de vício. No entanto, pessoas que tomam a medicação conforme prescrito para o alívio da dor,provavelmente não vai sentir muita euforia, não ficando viciado na medicação.

Além disso, é importante compreender que a dependência não é a mesma coisa como dependência da adição. 

Adição refere-se ao uso compulsivo de uma droga para as suas propriedades tóxicas; dependência refere-se a necessidade do corpo para o uso contínuo de uma substância para evitar os sintomas de abstinência.

Qualquer um que usa metadona regularmente irá tornar-se fisicamente dependente, e vai experimentar sintomas de abstinência após a interrupção do uso. Sintomas de abstinência de metadona são bastante severas, e esta é uma razão pela qual o medicamento é apenas indicado para o tratamento de longa duração da dor.

Se você usar a metadona como dirigido por seus efeitos analgésicos, você não precisa se preocupar com o vício, mas você vai se tornar dependente da droga e você não será capaz de interromper o tratamento sem experimentar sintomas de abstinência.

Os riscos do tratamento da dor com Metadona

Em 2004, quase 4.000 pessoas na América morreu depois de tomar metadona (embora a grande maioria dessas mortes envolveram pessoas que estavam usando metadona para fins ilícitos ou de lazer, sem supervisão médica).

A metadona é um medicamento muito forte com potentes efeitos depressivos respiratórios em doses elevadas. 
Embora o efeito analgésico da metadona dure entre quatro e oito horas, a eliminação da droga  é muito maior, e varia muito entre os usuários. 


O uso da metadona quase nunca é aconselhado por breves períodos de alívio da dor.

Pacientes que usam a metadona vão desenvolver uma dependência física poderosa sobre a medicação.

 A metadona é  para a dor crônica, câncer, dor ou dor paliativos.

Além de ser um tratamento eficaz na dependência de opióides, a metadona fornece analgesia eficaz com várias propriedades únicas. 


Doentes com efeitos adversos (prisão de ventre, euforia, náuseas / vómitos) ou analgesia inadequada com outros opióides prescritos podem beneficiar a partir da transição para metadona. Além disso, a metadona geralmente fornece analgesia superior à dos outros opióides nos sindromes de dor neuropática. Também se verifica, uma redução do nível de tolerância ao efeito analgésico e menos obstipação com a metadona, em oposição aos outros opioides.












A metadona exerce o seu efeito analgésico, agindo sobre os receptores µ-opióides dos neurónios sensoriais. A ligação ao receptor µ-opióide activa a proteína G associada. Estes posteriormente agem para inibir a adenilato ciclase, reduzindo o nível de AMPc intracelular. A proteína G também activa os canais de potássio e inactiva os canais de cálcio fazendo com que o neurónio se hiperpolarize. O resultado final é uma diminuição da condução nervosa e da libertação de neurotransmissores, reduzindo a percepção dos sinais da dor. A metadona ainda actua como antagonista do receptor NMDA, reduzindo o influxo de cálcio e excitabilidade neuronal.




Tipos de fármacos
• Analgésicos
– não opióides (degrau 1)
– opióides
- fracos (degrau 2)
- fortes (degrau 3)


• Co analgésicos ou adjuvantes
– antidepressivos
– anticonvulsivantes
– corticosteróides
– bisfosfonatos

Fármacos do degrau 1
Todos os fármacos de degrau 1 apresentam
“efeito tecto”, ou seja, uma dose máxima a
partir da qual não é possível obter mais analgesia.
Este grupo inclui: o paracetamol e anti-inflamatórios não esteróides
Fármacos do degrau 2
Os fármacos do degrau 2 são os opióides fracos, como o tramadol, codeína diidrocodeína, dextropropoxifeno, entre outros.


Fármacos do degrau 3

Os opióides actuam ligando-se aos receptores e podendo ser classificados de acordo com a sua actividade intrínseca em agonistas, agonista parcial/antagonista, agonista/antagonista.

  •       Efeito Analgesia  
  • ·         Depressão respiratória
  • ·         Euforia
  •       Disforia
  • ·         Obstipação 
  •       Sedação



Um agonista puro é um fármaco que exerce efeito nos receptores e nos outros receptores.

Um agonista parcial/antagonista exerce um efeito agonista parcial num receptor e efeito antagonista em pelo menos um receptor, e um agonista/antagonista exerce um efeito agonista puro num receptor e um efeito antagonista em pelo menos um receptor.
Agonista:
                                           

                                           Opióides
  • ·         Morfina                         
  • ·         Fentanil
  • ·         Metadona
  • ·         Oxicodona
  • ·         Hidromorfona
  • ·         Petidina


                                           Agonista parcial/antagonista
  • ·         Buprenorfina


Agonista antagonista
  • ·         Pentazocina



Os agonistas puros apresentam comportamento farmacocinético semelhante entre si, atingindo o pico da concentração sérica aos seis minutos após administração endovenosa, 30 minutos após administração subcutânea ou intramuscular e 60 a 90 minutos após administração oral ou rectal. Têm metabolização hepática e eliminação renal. A semivida é de aproximadamente 3-4 horas, atingindo concentrações estáveis após as primeiras 24 horas.


A morfina tem efeitos centrais e periféricos.
Alguns dos seus efeitos são indesejáveis, devendo ser evitados e tratados quando presentes.



Efeitos centrais


·         – analgesia
·         – depressão respiratória
·         – náuseas e vómitos
·         euforia
·         sedação
·         miose
·         efeito antitússico
·         hipotensão e bradicardia
Efeitos periféricos
·         obstipação
·         contração do esfíncter de Oddi
·         contração do esfíncter vesical (retenção urinária)
·         analgesia em tecidos inflamados


S

sábado, 4 de agosto de 2012

Portugal no Debate on-line Reforma das Políticas de Drogas Globais Debate: Global Drug Policy Reformas Guerra da Droga


 Veja o debate: 

http://www.youtube.com/watch?v=gSrN2zIRwN8&list=FLfsG9zNt9GbobIX8K9JhGFA&index=1&feature=plpp_video















Exemplo dado por varias vezes neste debate sobre a descriminalização da droga em Portugal 

Johann Hari (escritor e jornalista britânico) defende que o crime em Lisboa e em todo o Portugal baixou consideravelmente assim como a policia se tornou "amiga" do toxicodependente...

"recordo-me um dia de me estar a injectar na rua, perto do intendente, e apareceram cerca de 8 policias, eu já tinha me injectado e consumido o superior dos policias por gozo bateu-me violentamente e humilhou-me assim como a outros e já foi bem depois desta descriminalização..."




Theodore Dalrymple indica que a "guerra da Droga em Portugal não terminou , e que o crime aumentou, e que esse crime pode ter a ver com o consumo de drogas"

"O que não é verdade o crime que temos é feito por muitas pessoas que nem sequer são portugueses são na sua maioria emigrantes do leste e que vem só e apenas para roubar e nem gastam o furto aqui..."


 Um debate aceso e de grande interesse com figuras publicas e com fortes convicções e                                  testemunhos

Aqui está um debate que deve ser visto e que se deve reflectir.



 Estes senhores Advogados no debate agem como intermediários ou seja não pela opinião própria mas conduzem duas opiniões diferentes como advogados:
NO DEBATE: Eliot Spitzer
ADVOGADO 
CONTRA O MOVIMENTO
NO DEBATE: Geoffrey Ronald Robertson
ADVOGADO
A FAVOR DO MOVIMENTO
Debate on-line quebra tabu de Reforma das Políticas de Drogas Globais





Assiste em:










Este  debate ao vivo transmitido via YouTube, intitulado :


"É hora de acabar com a Guerra às 

Drogas"


foi assistido por milhões no mundo inteiro.

 Este método pioneiro através do You Tube…de engajamento em questões sociais e políticas deu o debate da guerra às drogas uma audiência global que era impensável há alguns anos atrás.

Organizações não-governamentais e indivíduos proeminentes trabalharam incansavelmente para impulsionar esse debate, uma vez marginal na esfera pública. 

Ao fazer isso, eles têm recebido o apoio do público sem precedentes e levantou a questão na agenda política global.

Uma impressionante line-up de figuras públicas preconizadas para a política mundial de drogas reforma no Hall do Kings London e através de vídeo-link em "redutos do Google" em todo o mundo, incluindo
·         Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil,
·         Vicente Fox, ex-Presidente da México e
·         Sir Richard Branson. 
Eles representam uma mistura eclética de formações profissionais:
·         ex-chefes de estado
·         empresários
·         jornalistas. 
 Apontam para a integração do movimento e sua base de apoio cada vez mais diversificada. 
As ONGs especializadas estão agora a trabalhar em conjunto com os principais players internacionais, estrategicamente para empurrar para a mudança.

P
O debate foi aberto com uma declaração do atual presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, cujo potencial de influência como um chefe de Estado em defesa de um debate aberto sobre esta questão não deve ser subestimada. Santos disse: "É tempo para uma discussão aprofundada sobre esta questão. Tudo, repito, todas as opções devem ser consideradas. A discussão baseada em evidências é necessária sobre os custos e benefícios das alternativas, que devem ser liderados por cientistas e especialistas."

. Abordagens alternativas, como a descriminalização em Portugal, foram destacados como experiências com reformas legais que reduziram o uso problemático de drogas e drasticamente restringida a transmissão do HIV entre pessoas que injectam drogas.
O público on-line não demorou muito persuadir, com 92% dos eleitores on-line de apoio ao movimento na pesquisa pré-debate. Esta, no entanto aumentado para 95% no final do debate. 
Estes números são ecoados nos resultados de pesquisas encomendadas por Richard Branson antes do debate, que constatou que 91% dos entrevistados queriam acabar com a guerra contra as drogas..

Ex-Presidente do Brasil e Presidente da Comissão Global sobre Política de Drogas, Fernando Henrique Cardoso, disse que "Há um claro aumento na perceção pública sobre as falhas da atual abordagem para lidar com as drogas em nossa sociedade. Não podemos mais arcar com os níveis de violência no México, Brasil, América Central e África Ocidental, os trilhões de dólares gastos nesta guerra sem fim e os obstáculos que ela apresenta para prejudicar as políticas de redução. É sobre o tempo que a ONU e os políticos no poder se engajar em um debate construtivo para programas de regulação de descriminalização, e de saúde pública que podem reduzir a violência e previnem e aliviar o sofrimento dos dependentes de drogas. "

Sr Richard Brason faz parte da Comissão Global de Drogas assim como Kofi Annan  Paul Walker e Georg Shultz e 15 presidiários sul-americanos
Neste debate Sr Richard Brason presidente da VIRGIN GROUP dá exemplo de Portugal no apoio a tratamento com metadona
O debate baseia se três Actos:
Dedicada ao tema relacionado com o fim da guerra das drogas criado á 40 anos atras pelo presidente dos EUA Nixon, de forma  para quebrar o poder dos cartéis da droga e acabar com o controle destes sobre a politica.

Em 1971, Richard Nixon Millhous declarou guerra contra as drogas com as palavras cito: “ Iremos alcançar um mundo livre de Drogas”
Neste debate o presidente da Virgin air lines,Richard Brason que também participa é questionado relativamente a esta afirmação o qual opina a verdade.

Richard Brason :  a verdade é que esta guerra tem ocupado as prisões e não existe qualquer redução do uso de drogas seja heroína cocaína ou outras, apenas se tem gasto milhões de dólares dos contribuintes e alimenta o crime organizado. basicamente tem sido um fracasso o problema tem piorado a cada década.

O próprio Sr Antonio Maria Costa indica que 250 milhões de pessoas usam drogas ilícitas…das quais 10% tem um problema relacionado ou seja 25 milhões ou tomam por prazer ou simplesmente para aliviar a dor.
Em Portugal e é referido neste mesmo debate pelo sr Richard Brason, nós abulimos a descriminalização do consumo de drogas desde então não tem sido presas pessoas por esse fim.
Como resultado tem ajudado pessoas como eu que tem problemas com a heroína dando, sim dando porque não se paga, metadona conseguindo reduzir quem está em consumos para 50% ( eu sou M.M. um destes exemplos), e nos locais de uso , carrinhas com Kits de seringas são distribuídos aos toxicodependentes no activo para controle do HIV
Russel Brand “actor ,comediante” defende neste debate como toxicodependente em recuperação que é que o consumo de drogas não deve ser visto como um Crime mas sim como uma doença e que a guerra as drogas , alias todas as guerras são prejudiciais e sem sentido.
Sr.Vicente Fox ex presidente do México eleito em 2000, diz que é urgente terminar com a guerra as drogas o povo o pais necessita de PAZ, guerra esta que já matou 60.000 crianças e jovens em todo o país. “México”
A economia do México era 25% maior que o Brasil atualmente o Brasil está 50 % superior a nível económico em relação ao México , pois o clima de guerra de medo tem vindo a aniquilar todo o sistema de turismo e empresas a trabalhar neste.
Johann Hari (escritor e jornalista britânico que foi colunista do The Independent e The Huffington Post) indica que esta guerra é tão real como a Guerra do Vietnam ou do Iraque.
Johann Hari diz que Jorge Ramon, o chefe da la Mafia Cruenza, foi colocado sobre escuta e que indica que a guerra das drogas é uma farsa absoluta que mantém o negócio…
O general da reserva Barry McCaffery deu a sua opinião relativamente a apreensão de consumidores de drogas nos USA



Assista ao debateOnline Debate Breaks Global Drug Policy Reform Taboo




Se me permitem vou agora eu o autor do blogue,o Miguel ,dar o meu parecer.

Vale pena ver este debate isso não há duvida.

Johann Hari diz muitas verdades que nos fazem pensar…

Pessoalmente penso ao assistir a este debate que muitos destes intervenientes  tanto os que estão a favor, como os que estão contra, não sabem o que são as drogas. Muitos destes têm formação na área a qual é de louvar outros nem por isso.

 Obviamente as pessoas não têm que assassinar para conhecer a psicose do assassino, são anos de estudo a analisar os indivíduos e o cérebro humano que lhes dá a capacidade de opinar em relação a determinado item e até mesmo lecionar leigos que  pretendam conhecer.

 Notei neste debate que ao  falarem em drogas falam muitas das vezes em Maconha  ou seja Haxixe que nada tem haver com heroína e cocaína, e outras extremamente destrutivas, generalizam droga como droga sem conhecer os seus efeitos e potencial tal qual, como cozinheiros que não conhecem as suas especiarias apenas ouviram dizer que X fica bem em Y.

Como poderiam acabar com trafico?

O que podemos fazer para acabar com o trafico de droga e o enriquecimento elícito dos chamados barões da droga e seus “discípulos”?

Isto move milhares de milhões de Euros, e se o trafico existe é porque estão pessoas com muito poder envolvidos nestes esquemas os tais intocáveis que aparecem na Televisão de fato e gravata, bons falantes, ricos com ordenados perfeitamente normais, que justificam as suas fortunas baseados em heranças que nunca existiram.

Mas a realidade é que o Povo adora tudo o que mexa e apareça na TV, mesmo que por traz digam mal é frente fazem fila para os irem cumprimentar, e quando são expostos, são privados da liberdade durante meses enquanto outros passam anos por roubarem um telemóvel, geralmente esse para sustentar o outro.

Toda a gente cruzou os braços e disse…” isto é assim…”
E nada fazem para mudar isto, o mais certo é ser uma rede tão grande que todos mamam á custa desta desgraça.
Estes que estão envolvidos, em todo o resto, Droga, prostituição, escravização, tráfico de armas, falsificações, assassínios, guerras e genocídios, etc…

E Tudo por um só motivo dinheiro e PODER…

Aqui em Portugal o que se está a passar neste momento é o seguinte…


Atualmente se eu morar por exemplo em Sacavém e tomar doses diárias de metadona para tratamento tenho que me dirigir a Xabregas em horário especifico.

Todos dias em horários específicos.

Ora com esta crise e falta de emprego pedir a patrões para chegar mais tarde sem uma justificação que se possa contar abertamente é complicado...sim porque jamais poderia dizer, sr fulano ( Patrão ), seria possível chegar todos dias mais tarde para ir a 10 quilómetros da minha casa tomar metadona...?

Nenhum patrão é assim tão Open Mind e amigo...:)

Ninguém se lembrou que as PESSOAS, eu, tu e outros como nós, sim estes para quem criaram este serviço que é tão falado no mundo inteiro e que Portugal sendo o país de exemplo em debates como este tem um relevo tremendo, queiram VIVER, sim queremos entrar em recuperação na verdadeira recuperação, lutar para ter uma VIDA, uma estabilidade, um emprego, uma casa, os filhos perto de nós, um amor, um sonho, um projeto de carreira, enfim igual a todos.

E mesmo que não tenha no meu emprego horários compatíveis ninguém quer saber disso.
 Esta é a única hipótese que tens e… ninguém quer saber.

Falta Humanidade, no Projeto Metadona,

Os meus artigos mostram o que penso o que sugiro , o que se passa.

Não quero sejam brandos nesta oferta, esta sorte que temos para ter como privilégio a recuperação.

Admito nós toxicodependentes temos esquemas, mentiras, e falsidade misturada MAS há quem deseje a recuperação à qyem deseje estar VIVO.

A minha maior frustração é que sempre me vi sendo o único culpado, massacrava-me, achei que tinha o poder para não recair.

Como outra qualquer doença do forro psicológico é necessária uma ajuda química inicialmente um TRATAMENTO.

Não largar o doente na metadona entregue a ele mesmo durante anos e anos estando esta totalmente desamparado e trata-lo da mesma forma quando usávamos.

“ Durante estes anos que tomo metadona nunca me sentei num consultório para ter qualquer tipo de apoio psicológico apenas e somente a administração do químico”

“Nunca vi um gabinete de apoio para ajudar em todas as questões, em grupo ou individual o adicto, até porque se existisse, reparem, empregavam mais psicólogos e assistentes, e baixavam o custo da metadona criando adultos trabalhadores para contribuir para uma melhor sociedade e crescimento do país, até porque muitos de nós somos muito bons quando fazemos o que gostamos.”

Eu nunca aceitei que ser um toxicodependente era ser um doente.

Hoje sofro por ainda usar metadona, porque fico a ver pessoas com a minha profissão a viajarem para fugir desta crise financeira para países dos quais até já recebi ofertas de emprego mas que não têm metadona.

E isso passa-se comigo, contigo, connosco e ninguém quer saber…

E somos nós o país de exemplo para todo um Planeta relativamente as drogas?

Na boca dos médicos responsáveis, sim, deve ser, não digo que  todos os médico pensem assim, claro que não mas a maioria deveria nascer de novo e relembrarem-se porque é quiseram ser psicólogos ou psiquiatras. Somos prisioneiros deste químico sem condições e sem perspetiva de vida e futuro.


Iniciar o tratamento é o mais confuso, porque depois quando se traz metadona para casa é mais simples.
Claro que só podemos o fazer ao fim de uns largos meses e não em todo lado, não existe uma organização. Nunca existiu.

A verdade é que nos generalizam, olham-nos como ignorantes, mal formados, e subestimam-nos.

Nos locais onde vamos buscar metadona diminuem-nos ao invés de nos elevarem, no fundo não existe formação e ninguém está atento a isto nem quer saber.

Na minha opinião e pelo que tenho falado com outros "colegas" dos consumos.

Existem uma serie de fatores que os fazem não iniciar este tratamento para tentarem recuperações frustrantes e inúteis que tem sempre o mesmo caminho…a recaída.

Até porque uma vez na metadona não existe uma ajuda humana  um incentivo a diminuição do uso da metadona.

Até mesmo a LIBERTAÇÃO INDOLOR da metadona feito por clínicas milionárias que se aproveitam desta fragilidade...porque é que não podemos fazer nos hospitais públicos esta desintoxicação?

 Não digo todos, mas aqueles que pelo histórico de tratamento apresentem condições para tal…isso daria a possibilidade da pessoa seguir a sua vida e daria menos gasto financeiro ao Estado Português…mas mais uma vez…ninguém quer saber…

Para quem não sabe, existe a possibilidade daquele coitado como eu e muitos mais  que já fazem este tratamento á ANOS de se poderem libertar de uma vez da metadona, para poder por exemplo emigrar para um país como Angola para trabalhar…

Com a metadona livrarmos-mos dos consumos diários e sem dúvida um dia salvou-nos a vida, e estabilizou o inferno que vivíamos… 

Mas tudo tem um equilíbrio…tudo tem um começo um meio e um fim…onde está fim??? Onde estás?

As vezes imagino … e se um dia nos cortarem a metadona?

Se por exemplo deixar de ser oferecida, a ressaca é insuportável, 20 vezes pior que a da heroína, penso que iria ser muito complicado para a sociedade lidar com centenas se não milhares de toxicodependentes em recuperação a ressacar de metadona.

As vezes imaginam um tremor de terra, uma catástrofe, e não ter metadona arranjar no dia seguinte, e não estar disponível para mim, para nós, assusta-me…

Estou a divagar? Não pode acontecer? Espero estar …espero estar.




No Jornal SOL:
27 de Junho, 2011

A lei descriminaliza o consumo e a posse de drogas em pequenas quantidades (para consumo) e até foi considerada de sucesso, mas Pinto Coelho, presidente da APLD (Associação para um Portugal Livre de Drogas) considera, em entrevista à  Lusa, que é tudo uma «rotunda falácia».
Em defesa da lei saltam os toxicodependentes, mas também João Goulão, presidente do IDT (Instituto da Droga e da Toxicodependência), e Elza Pais, que presidiu há 10 anos ao instituto antecessor do IDT.
«Portugal é tido como país de boas práticas e a Europa está de olhos postos em nós. O consumidor passou a ser entendido como pessoa que precisa de apoio», diz a secretária de Estado da Igualdade no anterior Governo.

A lei foi, pois, «muito importante». «Criou-se um sistema que pode de facto ajudar as pessoas e os que consomem dão-se conta disso», quando vão às CDT - Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência.

Com a lei da descriminalização foram criadas CDT em todos os distritos. Vasco Gomes preside à de Lisboa e é psicólogo, uma «figura» central nas comissões, que têm como grande objectivo «fazer com que as pessoas se tratem», como disse em entrevista à Lusa.

Basicamente, explicou, os toxicodependentes são enviados às CDT pelas autoridades policiais e a partir daí abre-se um processo tendente ao tratamento médico, com grande proximidade com a comissão.

Pela CDT de Lisboa passaram, no último ano, uma média de 1.800 pessoas. Em números redondos, 90 por cento são homens, com uma média de idades de 28 anos, na maior parte dos casos (68 por cento) por consumo de haxixe, seguido de cocaína (10 por cento), e heroína (oito por cento). A esmagadora maioria não são toxicodependentes.

Em 10 anos, a CDT de Lisboa avaliou 15.500 processos, mas Vasco Gomes não quer contabilizar o êxito do tratamento, embora diga que houve «grande avanço» em termos de entender o toxicodependente. E com uma certeza: «Não tenho dúvidas de que as pessoas sabem que se precisarem de apoio estamos cá».

É certo, reconhece, que nem tudo corre bem com as CDT. A de Lisboa não funcionou entre 2005 e 2008 por falta de quórum e actualmente a do Porto está na mesma situação.
Manuel Pinto Coelho tem outra acusação: «Quem eles avaliam anda de um lado para o outro, avaliam e reavaliam as mesmas pessoas».

Em resumo, diz, a lei não serviu para nada e quem diz que é um sucesso está enganado.
Pinto Coelho refere-se a uma investigação do Cato Institute de Washington, dirigida por Glenn Greenwald, que considerou a lei de «sucesso retumbante».
«Tudo mentira, Portugal tem mais consumo, mais Sida, mortes e criminalidade associada» e há «uma banalização do consumo», diz o médico, afirmando que Greenwald apenas visitou em Portugal o IDT.

João Goulão encolhe os ombros em resposta. «As CDT vieram acabar com as clínicas privadas desse senhor», diz sem mais comentários.
Sendo certo que, segundo informações do Eurobarómetro, a droga já não é um dos principais problemas para os portugueses, o tema e a lei que agora faz anos assemelha-se a um copo meio de água: meio cheio ou meio vazio, consoante quem o olha.